PRÓTESE DE MAMA

Esta é uma das cirurgias plásticas mais procuradas pelas pacientes que estão descontentes com o volume de suas mamas, sendo também indicada para melhorar o aspecto estético das mesmas. 

 

A cirurgia de aumento mamário não só proporciona mamas maiores, mas também eleva a altura das aréolas e dos mamilos, quando estes estiverem levemente caídos. Já as mamas com quedas moderadas e grandes não são elevadas com o uso de implantes. Neste caso, é necessário a retirada de pele concomitante. Os mamilos são normalmente divergentes, ou seja, levemente voltados para fora em quase todas as mamas. Esta posição não será alterada com a cirurgia.

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O que esperar da cirurgia?

 

Não só as mamas têm seu volume aumentado, como podem ser melhoradas a sua consistência e forma. O novo volume pode ser escolhido, já que se tem à disposição vários tamanhos de prótese de silicone. Porém, é importante lembrar que esta escolha deve obedecer à norma de harmonia em relação não só ao tórax da paciente, mas ao seu físico como um todo. 

 

As “novas mamas” vão passar por períodos evolutivos:

 

  • Até o 30º dia - sua forma e volume ainda estão aquém do resultado planejado, já que nenhuma mama será “perfeita” no pós-operatório imediato. 

  • Do 30º dia ao 3º mês - continua a evolução para a forma definitiva. Pode ainda ocorrer um maior ou menor grau de edema (inchaço). 

  • Do 3º ao 12º mês - é quando a mama vai atingir seu aspecto definitivo, no que diz respeito à cicatriz, forma, consistência, volume e sensibilidade. No resultado final tem grande importância o grau de elasticidade da pele das mamas e o volume da prótese introduzida, já que o equilíbrio entre ambos é variável de caso para caso. 

 

Tempo de cirurgia e recuperação

 

A média é de 1h30 a 2 horas, dependendo do caso, com período médio de internação de 24 horas para anestesia geral e 12 horas quando utilizada peridural alta ou anestesia local com sedação assistida.

 

Dores e reações comuns

 

Podem ocorrer  náuseas nas primeiras horas após a anestesia. O edema (inchaço) aparecerá no início, mas não impedirá as atividades básicas. Ele pode persistir por uma semana ou mais.

 

Em uma evolução normal, a paciente não deve apresentar dor significativa e para isso é importante que ela obedeça às instruções médicas, em especial no que diz respeito à movimentação dos braços e ao esforço físico nos primeiros dias. Eventualmente, ocorrendo uma manifestação dolorosa, esta facilmente deverá ceder com os analgésicos prescritos. 

 

Cicatrização

 

Até ser atingido o resultado ideal, diversas fases ocorrerão e são características do período evolutivo pós-cirúrgico.

 

O local das cicatrizes pode variar de acordo com a escolha do cirurgião, podendo ficar situadas no sulco formado entre a mama e o tórax, na área da auréola ou, ainda, na axila. A cicatrização transcorrerá por três períodos distintos:

 

  • Até o 30º dia, o corte apresenta bom aspecto, podendo ocorrer discreta reação aos pontos ou aos curativos. 

  • Do 30º dia ao 12º mês haverá um espessamento natural da cicatriz e uma mudança na sua coloração, passando do vermelho para o marrom, para, em seguida, começar a clarear. Por ser o período menos favorável da evolução cicatricial, é também o que mais preocupa as pacientes. Todavia, ele é temporário, bem como varia de pessoa a pessoa. 

  • Do 12º ao 18º mês, a cicatriz começa a tornar-se mais clara e menos espessa até atingir seu aspecto definitivo. 

 

Qualquer avaliação do resultado definitivo de uma cirurgia, no que diz respeito à cicatriz, deverá ser feita após um período de 18 meses.

 

Tempo de recuperação

 

  • Caminhar: normal, sendo aconselhável o uso de meia elástica (compressão suave) durante 7-10 dias após a cirurgia.

  • Caminhada esportiva: após 30 dias. Ginástica, geralmente, após 90-120 dias, adotando a técnica de exercícios progressivos.

  • Trabalho: geralmente é liberado após o 5º dia de pós, desde que sem esforço excessivo para os braços.

  • Movimento dos braços: não levantar os cotovelos acima dos ombros por 2-4 semanas.

  • Peso: não carregar pesos acima de 5 kg, por 14 dias.

  • Sol: desde que não incida sobre as cicatrizes, decote ou ainda áreas eventualmente roxas, é liberado após 30 dias. Usar protetor solar.

 

Após 6 meses, a paciente é submetida a nova consulta e a fotos pós-operatórias para controle da qualidade dos resultados. Na ocasião, se necessário, poderão ser sugeridos pequenos retoques para acomodar a pele ou melhorar as cicatrizes. 

 

Recomendações Pré-Operatórias

 

  • Evitar todo e qualquer medicamento para emagrecer, por um período de 10 dias antes do ato cirúrgico (incluindo também os diuréticos).

  • Evitar bebidas alcoólicas ou refeições fartas na véspera da cirurgia.

 

Cuidados após a cirurgia

 

Devido ao fato de estar sentindo-se muito bem, a paciente, às vezes, pode esquecer-se de que foi operada recentemente, permitindo-se esforços prematuros que poderão lhe trazer prejuízos. Evite fazê-los.

 

  • Não movimentar os braços em excesso. Obedecer às instruções que serão dadas por ocasião da alta hospitalar relativas à movimentação dos membros superiores ou massagens.

  • Voltar ao consultório para a troca de curativos e controle pós-operatório nos dias e horários marcados.

  • Alimentação normal (salvo em casos especiais, os quais receberão orientação específica).

  • As fitas de micropore protegem as cicatrizes, sendo normal algum sangramento ou a presença de coágulos sob elas. A paciente usará um sutiã modelador.

  • É recomendado não deitar de bruço durante 2-3 meses, e, quando no leito, movimentar várias vezes os pés e as pernas.

 

Riscos

 

Os implantes de silicone, após sua colocação, são naturalmente envolvidos por uma cápsula, o que é uma reação normal do organismo. Em algumas das pacientes esta cápsula se torna vigorosa o suficiente para endurecer a mama e até modificar o formato do cone mamário, conferindo-lhe um formato antiestético, endurecido e, às vezes, doloroso.

 

Quando ocorre a contratura, é necessária uma nova cirurgia para troca de prótese e, em alguns casos, será preciso retirar os implantes, o que deixaria as mamas flácidas, requerendo uma nova modelagem, sem a possibilidade do aumento mamário. 

 

Outros riscos são: infecção e exposição para fora da pele (extrusão da prótese); movimentação das próteses, favorecendo uma forma insatisfatória das mamas; ruptura da prótese durante ou após a cirurgia, com extravasamento de silicone, requerendo sua substituição; assimetria de forma e/ou tamanho (diferença entre uma mama e outra), seja ela uma nova assimetria ou acentuação de uma assimetria preexistente; assimetria na forma e/ou posição e/ou tamanho dos mamilos e aréolas (diferença entre o de um lado e do outro); perda da sensibilidade do mamilo, da aréola e/ou de outros locais da mama de maneira transitória ou definitiva; formato e/ou tamanho insatisfatório das mamas em relação à expectativa da paciente; acúmulo de sangue ou líquido (hematoma, seroma) no local da prótese, requerendo drenagens locais ou, até mesmo,

troca da prótese; manchas na pele local ou à distância (rush cutâneo) e, por fim, estrias permanentes na mama. 

 

Deve-se lembrar também da possibilidade de complicações a longo prazo, como a síndrome ASIA principalmente nas pacientes com predisposição a doenças auto-imunes e o linfoma anaplásico de grandes células.


 

Tempo de duração

 

Não há até o presente momento um parecer definitivo sobre o tempo de validade dos implantes, mas a paciente com próteses deve fazer exames periódicos de controle por Ressonância Magnética e, na eventualidade de qualquer alteração ou anormalidade nas mamas operadas, em qualquer época após a cirurgia, deve procurar imediatamente o seu médico.