ABDOMINOPLASTIA

Este procedimento é procurado por mulheres que já tiveram gestações ou pacientes que, após perda substancial de peso, apresentam excesso de pele abdominal. Além da flacidez da pele, pode existir também estrias nesta região e diástase dos músculos reto abdominais, ou seja, o afastamento da musculatura abdominal que prejudica o tônus desta área, prejudicando o contorno abdominal.

 

A abdominoplastia é indicada para retirada do excesso de pele e melhora do contorno abdominal com a plicatura (isto é, a costura) dos músculos que estão afastados. Também permite a remoção de estrias abaixo da região do umbigo. A cirurgia não pode ser considerada como um tratamento à obesidade ou uma alternativa para substituir uma alimentação balanceada e a prática de exercícios físicos.

Quais os tipos de abdominoplastia mais realizados?

 

  • Miniabdominoplastia: indicada para pacientes magras com pequeno excesso de pele somente abaixo do umbigo.

  • Abdominoplastia clássica: neste caso, o objetivo é tratar pacientes que já tiveram filho e tem flacidez de pele abaixo e acima do umbigo.

  • Abdominoplastia em âncora: indicada para pacientes com perda maciça de peso e grande excesso de pele.

 

Como é feito o procedimento?

  • Normalmente, a abdominoplastia requer uma incisão horizontal na região logo acima dos pelos pubianos que se estende até próximo ao quadril. A extensão varia conforme a quantidade de pele a ser removida.

  • Toda a pele é descolada e separada da musculatura abdominal. O umbigo pode ser reaproveitado ou um novo pode ser confeccionado.

  • A diástase dos músculos abdominais é costurada para melhora do contorno abdominal. 

  • O excesso de pele é retirado. Em seguida, a pele que sobrou é puxada para baixo de forma a se juntar com a pele do púbis, sendo então realizada a sutura desta região. Um orifício é feito para que o umbigo reaproveitado encaixe na pele ou um novo umbigo é confeccionado.

  • Após a cirurgia, normalmente são colocados drenos de aspiração no abdômen, para evitar o acúmulo de líquidos nesta região. Eles são retirados mais comumente após uma semana, quando não drenam mais tanto líquido.

Tempo de cirurgia e recuperação

 

  • A duração da cirurgia varia de acordo com o caso, porém a maior parte dos procedimentos costuma ser realizada entre duas e três horas. Esse período depende de aspectos como a quantidade de tecido a ser removido, extensão do tratamento e associação ou não da lipoaspiração.

  • Logo após a realização da abdominoplastia, o paciente já consegue notar os novos contornos, apesar do inchaço ser comum no pós operatório imediato. 

  • O paciente deve evitar esforço físico pelo tempo de 30 dias.

  • O resultado pode ser melhor avaliado após 6 meses da cirurgia.

Cuidados após a cirurgia

  • O uso da malha compressiva, também conhecida como cinta pós-cirúrgica, deve ser utilizada 24h por dia durante 2 meses, enquanto no 3º mês é utilizada ao longo do dia ou da noite.

  • Na primeira semana após a cirurgia, o repouso deve ser feito com dois travesseiros embaixo dos joelhos para não forçar a cicatriz. O paciente deve andar em ligeira flexão de tronco (corpo levemente curvado), mantendo passos curtos, durante um período de 7 a 15 dias. 

  • A exposição ao sol deve acontecer somente após 2 meses de pós-operatório, sem atingir as cicatrizes e/ou áreas que se encontrem eventualmente roxas. E quando o fizer, deve-se usar protetor solar e roupa de banho cobrindo todo o abdômen. A exposição solar com biquini, somente  é recomendada após 6 meses da cirurgia.

  • A volta às práticas esportivas podem ser feitas após 2 meses, no caso da natação, ou 3 meses, para ginástica.

Contraindicações

  • A cirurgia não é recomendada em casos em que sejam previstas gestações futuras. 

  • Pacientes que apresentem doenças prévias em fase aguda, mulheres em fase de amamentação ou em uso de medicamentos anticoagulantes.

  • Fumantes e pessoas com obesidade têm maior risco de necrose. O paciente é orientado a perder peso e cessar o tabagismo para realizar o procedimento com maior segurança.

  • Outros casos devem ser avaliados individualmente, como pessoas com cicatrizes na região abdominal ou com algum tipo de doença do colágeno.

Desconforto e reações esperadas

  • É comum sentir dor e pressão na região abdominal nos primeiros dias. Analgésicos normalmente são prescritos, com boa resposta. 

  • O cigarro deve ser evitado durante o período de recuperação. Ele interfere no processo de cicatrização e aumenta de forma significativa o risco de necrose.